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Chip restaura visão nova descoberta
Chip restaura visão de pessoas idosas
Por Administrador PrEv. Dilson Goulart de Mendonça
Publicado em 11/12/2025 11:18
SAÚDE
Chip no olho humano

 

Chip em estudo restaura visão de pessoas
com degeneração causada pela idade

Dispositivo que combina implante colocado embaixo da retina e óculos inteligentes
 devolveu parte da visão a pacientes com degeneração macular avançada

Por Bruno Pereira, da Agência Einstein

 

A combinação de um microchip implantado sob a retina e um par de óculos inteligentes conectados foi capaz de devolver parte da visão a pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. O estudo, feito por pesquisadores de cinco países, permitiu que 81% dos voluntários melhorassem a capacidade de leitura após 12 meses.

Publicada no The New England Journal of Medicine no final de outubro, a pesquisa detalha como a conexão entre os dispositivos tecnológicos devolveu ao organismo a capacidade de decodificar os estímulos luminosos sem depender diretamente das células danificadas pela doença. “Apesar desse implante não estar disponível imediatamente para os pacientes, ele é realmente um avanço muito importante na oftalmologia”, afirma o oftalmologista e retinólogo Diego Monteiro Verginassi, do Einstein Hospital Israelita.

A tecnologia utiliza um implante fotovoltaico colocado por baixo da retina, a parede interna do olho que recebe os sinais da luz. Esses sinais são enviados por uma câmera acoplada aos óculos inteligentes. A câmera capta imagens e as transforma em feixes de luz infravermelha, projetados sobre o chip. Este, por sua vez, converte a luz em estímulos elétricos, assim como faria a retina se não estivesse doente, enviando sinais visuais ao cérebro.

 

Dos 32 voluntários que completaram o acompanhamento de um ano da pesquisa, 27 tiveram avanços no teste de leitura. “Nesse estudo, a maioria dos pacientes conseguiu melhorar o que chamamos de linhas de visão. Quando vamos a um oftalmologista, nós projetamos linhas de letras maiores que progressivamente vão ficando cada vez menores. Nesses casos, os pacientes conseguiram ler de cinco a 12 linhas menores do que aquilo que eles conseguiam ler antes do implante do microchip”, explica Verginassi.

 

O implante se carrega com a luz infravermelha projetada pelos óculos, portanto, não precisa de fios ou baterias para funcionar. Além disso, o dispositivo não prejudicou o funcionamento 

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